Pensador

A criação deste blogue é determinada pela tentativa de dar uma roupagem inovadora à criação poética. Demonstrando e divulgando que todos os assuntos e temas podem ser analisados pela visão poética.

sábado, dezembro 06, 2014

Nostalgia

 
É sempre mais uma quadra
que se inicia e se partilha
onde tudo se dedilha
estranhamente numa singela guitarra.

Aquela música que endoidece
não por ser  ruidosa para o ouvido
torna-se melindrosa para o estampido
e assim parece que eternamente fere.

Caímos na banalidade
é a moda dos presentes
é a troca de mimos e afectos
triunfando a singularidade.

Somos automatas que alteram
o modus operandis vivencial
abrilhantando o paladar
sem se preocupar com o habitual
e a tudo veneram.

As Amizades triunfam
meigamente e entusiasticamente
ao som de fanfarras e violinos
como dois velhos conhecidos e  entendidos.

È Natal grita-se alto e bom som
nunca ignorando a comida
como a maior desdita
para se colher um repasto saboroso e bom.

neste frenesim a liberdade não é escamoteada
os valores encontram-se em alta
as leis aplicam-se sem falta
os deveres de cidadania vão de vento em popa.

Finalmente é  o sentido do Humano
que nos traz aquela recordação familiar
ou nos permite recuperar uma memória histórica
fatalmente acidentada nesta Nostalgia.















quinta-feira, outubro 09, 2014

Emoção, Habilidade e Arte


Qualquer ser
poderá participar
ousar partilhar
revelar o próprio conhecer.

Lá bem no fundo
algo o determina
incentiva e o anima
no interior do seu minúsculo mundo.

Tudo bem
mas a verdadeira alma
que vocifera, exalta e clama
situa-se no nível mais além.

Apregoar a sensibilidade
como a realidade que seduz
qual raio reluz
em direção à humanidade.

Envolve a interioridade
uma refinada sensualidade
acompanhada de requintada habilidade
mobilizadora da comunidade.

Surge o autêntico escritor
um pedestre ator
encantador e criador
diamante narrador.

Por vezes um incompreendido
sentindo-se ofendido
denegrido e ferido
num universo indigno.

Afinal a culpa de quem será
necessariamente não é da cultura
mas de uma sociedade vil e agrura
castradora daquele que a desafiará.

Mas a sua tenacidade
responsabilidade e afirmação
tarde ou cedo lhe darão razão
mediante o seu talento e arte.

Assim a criação dos versos
provém de vivências
sentires e experiências
encaixilhadas em quadros negros.

Amigos neste caminho nada é fácil
sem determinação e empenho
muita e muita comoção e arreganho
em torno da compreensão hábil.


terça-feira, agosto 05, 2014

Humildade versus Paciência


Basicamente falta-nos um pouco de tudo
sinceramente já não consigo apontar
poder decidir, criticar ou julgar ...
evidentemente emito a minha opinião,
escamoteando a simplicidade da emoção,
nesta incerteza breve do Mundo.
Alguém diria outrora a culpa é do sistema
outros apregoariam ela não nasce solteira,
afinal isto parece uma real bandalheira ...
onde o humanismo deixou de ter porte,
num autêntico vendaval sem rei e sorte
onde a tecnologia é o fiel tema.
A leitura que no passado era fundamental
para o crescimento e desenvolvimento do ser,
deixou praticamente de ter o tal poder ...
venceu a Internet onde tudo se mete,
constituindo uma onda geral de procura
gorando-se aquele desejo de aventura ...
encontrar o universo misterioso e entusiástico.
Assim prosseguimos a nossa lide diária
pouco a pouco numa letargia enfadonha,
comungando com uma desesperada monotonia,
minguando vigor, energia e acção ...
permanecendo imóveis, apáticos,
sonhadores e insensíveis ...
esperando o quê e o porquê.
O convívio não sei para onde foi
as tecnologias passaram a ser o referencial,
o telefone perdeu o seu manual ...
a lista desapareceu,
apenas e só a pureza da vista venceu ...
o futuro brevemente o dirá,
esta nova geração um dia sentirá o que dói.
Uma nova era começou dizem
concordo em parte tudo bem ...
mas a nostalgia de simples brincadeiras,
de amenas, divertidas conversas alheias ...
esfumaram-se devido ao impacto das novas redes,
triunfando a globalização perante a socialização, 
onde uma extensão de humanidade ...
apresenta-se com refinado engenho e arte,
com a pretensão de expandir as suas sedes.
Valorizamos tudo aquilo que ousamos divulgar
a recordação que tinha aquele brilho ...
permutou o lugar, para um renovado sentido,
aquilo que era memória envolvida numa glória
deteriorou-se e finou-se numa certa vitória ...
consolidando a liberdade de participar e partilhar.
Submergindo o fascínio como arma de sedução
eficazmente transformadora e manipuladora,
verdadeiro laser de aceitação e submissão ...
presenteando a imagem como objecto fantástico,
remetendo-nos para a ilusão, a fantasia,
o virtual, o momentâneo e a excitação ...
opondo-se à beleza da fraternidade e moralidade.


 




terça-feira, julho 22, 2014

Energia versus Coragem



Neste Universo sem rei nem roque
vamos caminhando e stressando
observando e procurando
mediante um reboque.

Gritamos e gesticulamos
isto está muito mal
mas bem no final
humildemente nos acobardamos.

Paira no ar a ideia de medo
porque o querer e pretender
jamais alcançará o poder
face a este irremediável novelo.

Preenchemos assim o vazio
perante outro ideal
encarando o desporto real 
como satisfação do sentido.

A emotividade e a sensibilidade
dá-nos renovada energia
enquanto fiel guarida
que nos transmite felicidade.

Tudo não passa de um sonho
iludindo-nos na aparência
perdida na inconsciência
interiormente num olho.

Falta-nos ousadia e raça
derrubar velhas barreiras
criar inovadoras fronteiras
face a inevitável desgraça.

Basta é preciso parar
pensar e ponderar
renovar e meditar
neste imenso mar.

Onde tudo acontece
omite-se e esquece-se
aquece-se e arrefece-se
salientando o que prevalece.

Finou-se o fundamental
dignidade, respeitabilidade
humanidade, fraternidade
gorando-se o espiritual.



quarta-feira, julho 02, 2014

Atitude


Como humilde prece
nem sempre acontece
porque não favorece
e rapidamente se esquece.

Buscamos o sentido
no meio da aventura
mediante uma triste figura
evitando o alarido.

Queremos e desejamos
mas falhamos
porque não alçamos
o que obviamente almejamos.

Criamos desculpas
inventamos histórias
refugiamo-nos em memórias
evitando assim disputas.

Nada estava previsto
é o nosso casulo
criemos um novo futuro
como próximo objectivo.

E a responsabilidade
ninguém a defende
e muito menos a pretende
salientando a moralidade.

A opinião é um obstáculo
vamos escutando atentamente
ganhando tempo conscientemente
moldando-a tal sustentáculo.

Finalmente despertamos
face a uma sonolência
envolta numa consciência
onde gesticulamos e gritamos.

Pedimos e aceitamos o perdão
face a horrenda questão
ignóbil e inesquecível confusão
que envolveu toda uma Nação.


domingo, junho 29, 2014

O Sentido do Relacionamento


Nada está escrito
o que acontece
será que permanece
ou é apenas um rito.

A surpresa surge
num momento
neste firmamento
onde tudo urge.

 Somos apanhados
desprevenidos
desprotegidos
e avançamos.

Buscamos o sentido
 num verdadeiro caudal
onde habitual
comanda o emotivo.

Parece uma batalha
perigosa e confusa
infelizmente difusa
numa autêntica mortalha.

 Nascemos e crescemos
apaixonamo-nos e namoramos
envolvemo-nos e brincamos
sem realmente nos conhecermos.

Aceitamos o desafio
num leal corropio
desafiando o perigo
neste Universo colorido.

A incerteza controla
emoções e sentimentos
 reais padecimentos
como uma simples mola.

quinta-feira, maio 01, 2014

A Crise Do Humano


Falamos porque podemos
entender, compreender
omitir e esquecer
quando a isso somos obrigados.

A obrigação impele-nos para o dever

sim ou também não
depende sempre da opinião 
enquanto razão do próprio Ser.

Ser pequenino e indefeso
nesta panóplia comunicativa
pleno de rigor e voz activa
diante de um vasto Universo.

Universo como um teatro
palco de diversões
onde gravitam emoções
no meio do espectáculo.

E assim o oportunismo
avança e avança
como religião atiça
o seu exorcismo.

Esvaziamos a nossa cabeça
após determinar e reflectir
retirar, descobrir e substituir
apenas o que prevaleça.

Queremos alterar
a ideia de humanidade e bondade
um outro despertar na Sociedade
envolvido num outro olhar.

Semear novos ideais
apregoar a criatividade
evidenciar a moralidade
salientando o poder de  antigos manuais.

As regras são concisas e precisas
aceitá-las ou repudiá-las
contorná-las ou ignorá-las
segundo ténues conquistas.

Se pensarmos, reflectirmos
nem tudo o que se escreve
serve, interessa e bebe
sem comentarmos ou discutirmos.